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Como a construção de cenários pode direcionar o seu negócio para além da crise?

Atualizado: Jun 30




Pensar no futuro é um exercício quase diário para todo empreendedor. Essa tarefa nunca foi algo simples, porém, acompanhar tendências que seguiam uma lógica evolutiva, certamente, era mais confortável do que entender comportamentos após a pandemia. Diversos segmentos mudaram radicalmente a curva de crescimento com a chegada do novo coronavírus. O turismo estagnado, com perdas enormes, e os aplicativos de tele-entrega em ascensão são alguns dos exemplos de simples percepção. Mas o que acontece com todos aqueles que estão no meio do caminho? As empresas que estão tentando se reinventar e segurar as pontas para não ir à falência?


Explosão de conteúdo, ações descoordenadas


Existe um volume imenso de conteúdo na internet, especialmente com a quarentena.

As transmissões ao vivo, em diversas plataformas, chamam muito atenção. Desde artistas de diversos segmentos, a especialistas e cientistas. Todos compartilhando conteúdo, entretenimento, respondendo a dúvidas, expondo suas ideias. Segundo dados do YouTube, obtidos pela EXAME, as buscas por conteúdo ao vivo cresceram 4.900% no Brasil no período de isolamento social e esse fenômeno se repete a níveis mundiais. A consultoria americana Tubular Labs, focada em dados de vídeos na internet, mostra que houve crescimento de 19% nas transmissões ao vivo pelo YouTube no fim de março — média de quase 3,5 bilhões de minutos de conteúdo por dia.


Dados do Huffpost revelam que 43% dos brasileiros ouviram podcast pela primeira vez na quarentena. Um mapeamento do G1 mostra aumento do consumo de mídia online no Brasil desde o início da pandemia, o acesso às redes sociais cresceu em 26,2%, passou de 34 bilhões para 43 bilhões de sessões, com 19% do aumento em tempo médio de permanência.


Notícias, relatórios, pesquisas, cursos, vídeos, podcasts, e-books e dicas. Acesso à informação não nos falta. Mas como interpretar esses dados de forma correta? Como filtrar as soluções aplicadas por outras partes do mundo e entender elas dentro de um contexto regional e cultural, que tenha relação direta com o contexto do seu negócio?


O que era já não era mais


Com a pandemia, alguns comportamentos já considerados ultrapassados começaram a ressurgir.


Um bom exemplo disso é a busca por uma moradia mais ampla e com espaços ao ar livre, com menos áreas comuns e longe dos grandes centros. Exatamente o oposto do que vinha sendo desenhado nos últimos anos, em que as pessoas optam por condomínios que possibilitam acesso à piscina, academia, sala de jogos, salão de festas, etc. As sacadas já eram consideradas perda de espaço útil, muitos dos projetos eliminando completamente o ambiente ou ainda fazendo fechamentos para melhor aproveitamento. Agora, com a pandemia, as famílias estão repensando seus espaços de vivência e tendo que abarcar, dentro de casa, um lugar para o trabalho, outro para o lazer e convívio de pets e crianças. Tornar a casa mais aconchegante, cheia de plantas e com uma cozinha equipada não é coisa da vovó, é um novo comportamento que saiu totalmente da curva, devido ao coronavírus.


O uso compartilhado de carros, por meio de aplicativos como Uber, colocava em foco a economia compartilhada do usufruir e não do possuir. Talvez, as necessidades de isolamento social e medidas de higiene tornem o carro próprio novamente um sonho de consumo. As já esquecidas mensagens de carro de som dos anos 90 e os cafés da manhã entregues em casa em datas especiais voltaram a fazer sentido para demonstrar carinho sem contato físico. Por outro lado, quem estava resistente às compras online, à digitalização das transações financeiras pela internet, ao trabalho remoto e à automação se viu obrigado a mudar processos na velocidade da luz e aceitar que, talvez, alguns trabalhos sejam mesmo mais seguros sem o contato entre humanos.


Seja retomando comportamentos do passado ou nos empurrando mais rapidamente para uma aceleração tecnológica, a pandemia impacta todos os tipos de negócio e não há quem não precise rever todo o seu planejamento, fazendo um pequeno ajuste nas velas ou carregando seu barco para uma direção jamais navegada. Mas como definir essa nova rota em meio à tanta informação?



Construção de cenários em design: uma metodologia essencial


Para agrupar análises de maneira organizada e estratégica, existe uma ferramenta do design chamada de “cenários”. Ézio Manzini, reconhecido como um dos principais pesquisadores sobre a construção de cenários futuros com foco na sustentabilidade, define a construção de cenários no design como uma tecnologia de suporte para as decisões que contém a visão de um hipotético estado dos elementos, onde qualquer ator envolvido pode conceber e descrever as propostas e as motivações de modo comunicável e compreensível. Trata-se de uma atividade que objetiva explorar o campo das possibilidades, enfatizando também o confronto e a discussão para construir uma visão compartilhada, a qual culmina em escolhas de projetos coerentes.


Os cenários também podem ser compreendidos por uma série de “mapas de inovação” (essa analogia é proposta por outro renomado autor, chamado Alessandro Deserti). Ou seja, esses mapas trazem elementos em formato gráfico que podem ser definidos como representações topográficas da inovação. Essa analogia habilita o entendimento de que cenários dão conta da construção de um sistema de relações que envolve diferentes pessoas, organizações e a maneira como interagem para chegar a determinado resultado. Para construção de cenários, envolve etapas chave, tais como análise do contexto; elaboração propriamente dita dos cenários; as visões e a geração de conceitos de projeto. Cenários trazem diferentes possibilidades de evolução para direcionar novas perspectivas para o negócio.



Na Nômade, nós desenvolvemos uma solução digital, que tem como objetivo auxiliar o seu negócio a projetar esses cenários com maior nitidez. Para esse processo, envolvemos sua equipe e realizamos uma curadoria profunda e focada em macrotendências que tenham influência no contexto do seu negócio, para construir mapas visuais, que apresentam de forma ampliada e diversa o funcionamento dos novos modelos de serviço e negócio.


Ismael Bertamoni, Designer Estratégico, ressalta que "com a construção de cenários futuros de marcas e serviços é possível organizar e interpretar dados sempre com foco nas novas possibilidades, diminuindo as incertezas e transformando as informações em ações práticas, que combinem com o negócio e o meio no qual ele está inserido cultural e geograficamente”.


Você quer um estudo personalizado para sua organização, que permita ter direções claras de novas oportunidades no mundo pós-pandêmico? Então, fale com a gente, por WhatsApp.

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