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A reinvenção urgente do modelo de negócio

Atualizado: Jun 18


Transformações culturais, avanços tecnológicos e mudanças de hábitos sempre foram fatores relevantes para guiar as necessidades do mercado. Os modelos de negócio consideravam tendências, erros e acertos de concorrentes e algumas pesquisas e dados do seu segmento. Mas, e agora? Como acompanhar essa transformação abrupta, causada pela pandemia, em relação às atitudes do que fazer?

Termos como "vida-pós pandemia", "novo normal" e "quarentenials" não são apenas novos vocábulos, mas marcos de um momento histórico para a humanidade. É preciso acolher os impactos gerados em nossas concepções de saúde, segurança, trabalho e propósito. Não adianta mais fingirmos que as coisas voltarão a ser como antes. Os indivíduos, a sociedade e as organizações estão agora no que conhecemos como "point of no return".

Esse grande momento de reflexão, invariavelmente, exigirá transformações profundas de todas as empresas que querem continuar entregando valor aos seus clientes. O desejo de consumir, talvez, se torne menor que a necessidade de adquirir um produto devidamente higienizado. A consciência de comprar local poderá ser mais relevante que a vantagem de economizar. As atitudes da empresa para com os colaboradores podem virar fator decisivo para o fechamento de um novo contrato. A digitalização dos seus produtos/serviços pode ser vital para uma evolução do seu negócio. E então, como podemos orientar ações que nos levarão a esses caminhos?

Adaptações não serão suficientes

Em um primeiro momento, diversos negócios fizeram rápidas adaptações para continuar operando. Restaurantes aderiram ao delivery e take away, consultas presenciais com alguns médicos abriram espaço para a telemedicina, professores de todos os níveis criaram aulas EAD e a casa das pessoas virou o escritório e a academia de ginástica, tudo na velocidade da luz. Máscaras, luvas, álcool em gel, número reduzido de trabalhadores, espaços com a possibilidade de receber até 50% da capacidade e os serviços essenciais sobrecarregados.

Todas essas medidas urgentes constroem novos comportamentos e combatem um inimigo invisível. Mas serão essas adaptações capazes de prosperar os negócios? Bruno Latour, antropólogo, sociólogo e filósofo francês, em seu artigo "Imaginar gestos que barrem o retorno da produção pré-crise traz dois pontos interessantes para repensarmos os impactos da pandemia:

1. "A crise sanitária está embutida em algo que é, não uma crise – uma crise é sempre passageira – mas uma mutação ecológica duradoura e irreversível."

2. "A primeira lição do coronavírus é também a mais espantosa. De fato, ficou provado que é possível, em questão de semanas, suspender, em todo o mundo e ao mesmo tempo, um sistema econômico que até agora nos diziam ser impossível desacelerar ou redirecionar."

Com esses argumentos, somos convidados a ponderar a urgência de revisar os modelos de negócio. De forma geral, as empresas ainda estão muito preocupadas em oferecer respostas imediatas e não têm fôlego para imaginar um novo futuro. As organizações que compreenderem mais rapidamente a necessidade de criar trilhos paralelos, e não apenas melhorias incrementais, estarão à frente para entregar o que o novo usuário e o novo colaborador precisam.

Pensar em algo novo e diferente do que estamos acostumados a fazer nunca foi uma tarefa fácil, especialmente, quando ainda há tantas incertezas pela frente e uma grande desestruturação econômica. O estudo da McKinsey & Company - “Winning the Recovery” - O novo consumidor pós COVID - mostra que as empresas resilientes são vencedoras no que tange a geração de valor em fases de recuperação e crescimento. Mas, afinal, o que torna uma empresa resiliente? O report traz cinco atitudes essenciais:

a. Destravamento do balanço As empresas resilientes, temporariamente desaceleram investimento em CAPEX durante a recessão e são rápidas em reinvestir agressivamente durante a recuperação (90% acima dos retardatários).

b. Rápida transformação Reestruturam a base de custos e aumentam a produtividade, lançando um plano agressivo de recuperação de vendas. Além disso, aumentam a taxa de execução através de disciplina e cadência.

c. Mentalidade além da crise Protegem a inovação e investimentos críticos de longo-prazo. Expandem para áreas adjacentes ou de grande crescimento, entendem o "novo normal" e o moldam proativamente.

d. Planejamento de fusões e aquisições Realocam recursos para áreas de alto valor/crescimento. Fazem movimentos decisivos de portfólio. Conduzem M&A, em

alguns casos, para reestruturar a indústria (ex.: mais acordos, acordos maiores).

e. Adaptação de modelo operacional São ágeis para acelerar o processo de tomada de

decisão. Se ajustam às novas necessidades do consumidor, alavancando os canais digitais e ofertas. Apostam em construir capacidades para melhorar o modelo operacional.

Além dessas atitudes, o estudo da McKinsey & Company reforça que as empresas resilientes são aquelas que empregam energia paralela em responder, retornar e reimaginar. Responder significa garantir medidas apropriadas de resposta à crise e continuidade da operação. Retornar é gerenciar o período de crise e endereçar oportunidades para uma retomada mais saudável e rentável. Reimaginar é pensar sobre como será o “novo normal” e definir implicações em como a empresa deveria reinventar e desenhar a estratégia e operação.

Todos esses questionamentos e possibilidades de atitudes podem garantir a permanência de um modelo de negócio. Mas em um contexto tão diferente e desafiador, vale também colocar em xeque a necessidade da própria existência desse modelo. Talvez, seja necessária uma reinvenção completa e profunda.

O seu negócio ainda é uma prioridade?

Considerando que uma grande parte da população perdeu, perderá ou tem receio de perder sua principal fonte de renda, o seu negócio continua sendo importante para quem necessita reduzir custos? A sua empresa oferece segurança para clientes preocupados em proteger sua família? O seu negócio valoriza os recursos locais e se preocupa com o planeta? O seu negócio consegue acompanhar e entender as reais necessidades dos clientes?

Essas e muitas outras perguntas desconfortáveis podem proporcionar uma compreensão maior do futuro pós-pandemia e gerar novas soluções criativas e sustentáveis para sua empresa. Ainda é difícil compreender ou definir novos comportamentos. Todo estamos imersos no fenômeno e cabe o exercício do distanciamento para imaginar uma outra realidade. Mas é inegável o avanço do mundo digital, a maioria das transações e contatos já são intermediadas por telas. O consumo mais consciente, a busca de conhecimento e o aumento das tarefas DIY já são observados em inúmeros países. Dessa forma, garantir uma boa presença e performance digital, ser transparente nas decisões de negócio e entregar facilidade e segurança para os clientes parecem se desenhar como capacidades essenciais dos nossos tempos. Nesse sentido, o design estratégico, o design thinking, o codesign e o design de serviços podem ser grandes aliados das organizações que desejam e precisam de uma transformação.

Design como ferramenta para a construção de novos modelos

A pandemia gerou uma urgência de mudança em diversos modelos de negócios. Para que essa transformação seja realizada de modo ágil e contemporâneo, a cultura de projeto precisa ser implementada na organização. E o design estratégico é uma abordagem eficiente, pois gera a possibilidade de experimentação, reinventando serviços, produtos e processos. A perspectiva ecossistêmica do design estratégico considera a organização como uma estrutura complexa e analisa todos os impactos da sua atuação, característica essencial para esse momento de crise em que tudo precisa ser repensado sob a ótica da saúde, da segurança, da atenção aos recursos naturais e da vida em sociedade.

O modelo de negócio nada mais é do que a maneira que uma organização executa sua estratégia e entrega valor, por meio dos seus produtos e serviços, aos seus clientes. Por isso, o desenvolvimento de relações é a base para um modelo de negócio inteligente e consistente. Nesse universo, as ferramentas de design possibilitam a criação de modelos de negócio que geram identificação com os públicos. E neste momento, em que todos estamos em transformação, é extremamente necessário redescobrir quem são os usuários da sua marca, o que eles estão desejando agora e o que continuarão valorizando no futuro.

O Sócio-Diretor da Nômade, Aron Krause Litvin, mestre em design estratégico, nos trouxe um ponto de vista: "Ver o contexto de onde está inserido o negócio, através de uma lente que percebe diferentes tipos de relações que se estabelecem com as pessoas, é determinante para escutar os usuários/clientes que precisam encontrar uma ótima experiência em todos os sentidos com os negócios ".

Na Nômade, tangibilizamos a construção de estratégias que impulsionam os negócios para geração de resultados positivos, consistentes e com maior valor para as pessoas. Estamos com soluções digitais específicas para contribuir com as organizações de forma imediata. Escuta e Adapta é uma solução que você poderá reconhecer as novas necessidades dos usuários/clientes e evoluir a experiência oferecida em diferentes sentidos. Podemos também elaborar um desenho de processo customizado para necessidades complexas que a organização possa ter e ampliamos a perspectiva clássica do design thinking aplicada em soluções. Quer conversar mais sobre inovação e transformação? Fale com a gente.

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