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A retrospectiva de uma década

31 Aug 2018

 

 

Uma retrospectiva reflexiva da nossa primeira década de existência nesse mundo

 

É complexo pensar no conceito de idade. É algo que traz consigo muitas coisas. E tudo é muito mutável. Pode ser (quase) sinônimo de experiência, de sabedoria. Por outro lado, pode ser um conceito bem próximo de chatice, mesmice - quem nunca ouviu que "aquilo é velho, sem graça"?

 

Como, então, encontrar o equilíbrio? Como conseguir evoluir com a passagem do tempo e, assim, aceitar seus efeitos? E, ao mesmo tempo, manter a essência, a curiosidade do início da vida até o seu final? Fazer 10 anos, tratando-se de uma empresa, pode causar esse tipo de questionamento. 

 

Cinco anos já foram uma marca bem significativa para nós. O IBGE já avisa que de cada dez empresas, seis fecham antes de alcançar essa idade, o que mostra nossa força e resiliência.

Completar 10 anos, no entanto, envolve mais coisas. É uma conquista que vem junto com nosso desejo de levar a Nômade para o mundo. Esse desejo, talvez, seja a grande razão para não perdermos nossa essência.

 

Olhar para trás e pensar na estrada percorrida até hoje dá muito orgulho - e vontade de continuar caminhando. Ver dezenas de clientes atendidos, milhares  de pessoas impactadas diretamente pelo nosso trabalho. Lembrar de todos que já passaram por aqui, no quanto aprendemos com cada um. Perceber um reconhecimento da nossa marca no mercado. Identificar a mudança de alguns paradigmas, de visões que vieram e foram e ter a certeza de que parte dessas transformações também é responsabilidade nossa. Tudo isso dá muito orgulho. Dá, até mesmo, uma sensação de realização - mas não no sentido final, de completude, da palavra, pois ainda temos muito a realizar!

 

Nascemos muito próximos da arte, da cultura e da educação. Em parte, essa é a origem da nossa vontade de ajudar as organizações a se relacionarem melhor com as pessoas. Queremos oferecer para as marcas uma forma de convivência mais relevante com a sociedade e, assim, melhorar a relação de organizações com as pessoas.

 

Somos Nômades no sentido de uma ética de viver. Não é simplesmente um nome, é uma visão e uma postura em relação ao mundo. Acreditamos  na  pluralidade de convivência entre culturas e a possibilidade de se produzir vida no caos, a partir da diferença e da diversidade. O nômade é aquele que se alimenta das relações inusitadas. É orientado para o fenômeno do encontro e preserva o olhar da surpresa, do encantamento com o novo.

 

Early Steps

 

Nosso primeiro projeto, que foi autoral, e, de forma prática, marcou nossa origem, representa tudo isso: é a Estante Pública. Utilizamos estruturas já existentes, no caso as paradas de ônibus, e as transformamos em estantes para compartilhamento de livros e outros objetos de uso coletivo. Diferentemente do que se pode imaginar, nosso objetivo principal era propor um despertar de responsabilidade nas pessoas, em relação aos espaços públicos, (o link é para o TEDx Creating Spaces To Share with Others, do Daniel Caminha, um dos nossos fundadores) e propor a reflexão sobre como a gente cuida coletivamente de algo que é de todos e não é de ninguém. Estante Pública foi um projeto experimental, de livre criação, no qual exploramos diferentes abordagens para entender melhor a colaboração entre as pessoas na relação com a cidade.

 

A primeira estante pública se chamou Civismo Poético

 

Simultaneamente, há outro projeto que nos orgulha muito: o Exorcismos Urbanos. Ele foi uma plataforma digital de compartilhamentos de "anti-lugares" nas cidades do mundo. Nela, convidamos as pessoas para identificar e marcar no mapa locais que merecem ser (re)vistos, pois estão esquecidos e tristes. O exorcismo é o ato de “dar vida” ao local, compartilhando sua identidade, histórias e afetos na relação das pessoas com o ambiente.

 

Tivemos a grata satisfação de submeter esses dois projetos para uma premiação da Funarte (Fundação Nacional das Artes) e ambos foram premiados!

 

Da Estante Pública e do Exorcismos Urbanos, nasceu o Translab. Inicialmente foi configurado como encontros criativos para discutir e articular “transvenções” - um conceito elaborado e vivenciado a partir dos projetos autorais: a transvenção. A partir disso, os encontros começaram a ganhar complexidade e ações começaram a surgir. Começamos a propor uma metodologia para facilitar a troca de ideias e elaboração de caminhos para colocá-las em prática e, assim, começamos a nutrir (e pesquisar sobre) o que logo veio a se tornar um Laboratório Cidadão de Inovação Social (aqui e aqui têm informações mais detalhadas sobre essa proposta de desenvolvimento urbano social).

 

Nosso objetivo era criar um ambiente fértil e autogerido, abundante em capital humano. Dessa forma, mais projetos seriam gerados e maior seria o aprendizado. Soma-se a isso a vontade de gerar interferências positivas e pensar de forma criativa e colaborativa a cidade, de compartilhar com outras pessoas os ideais de inovação social. Assim nasceu um movimento legítimo, bottom up, vivo, de pessoas verdadeiramente interessadas em melhorar a cidade (clique se quiser ver o TEDx "O que a colaboração pode fazer por nós?", do nosso outro fundador, o Aron Krause).

 

Explorando novas possibilidades

 

Logo na sequência dos dois primeiros projetos, iniciamos um trabalho com a Braskem - a primeira em acreditar em nosso processo de trabalho. Ele se chamou Mínimas Fronteiras e foi após esse projeto que fizemos a nossa abertura oficial como Estúdio Nômade.

 

Nosso primeiro projeto de maior escala foi com o Santander, chamado Agora Ágora e teve uma repercussão maravilhosa. O primeiro trabalho internacional foi o Movimentos Essenciais, em Buenos Aires.

 

Muitos projetos depois, muito aprendizado adquirido e após alguns anos, nos unimos à Mercur e realizamos o trabalho de maior profundidade na nossa história até o momento. Ele teve duas frentes: o Diversidade na Rua e o Laboratório de Inovação Social.

 

O LAB, como é carinhosamente chamado, foi resultado de muito esforço (e idealização) nosso e da Mercur. Inclusive, foi o primeiro Laboratório de Inovação Social proposto por uma indústria no Brasil. É um espaço de aprendizagem, onde as pessoas se desenvolvem a partir da troca de conhecimento. Um ambiente que promove a descoberta de soluções para melhoria da vida, com atividades diversas de aprendizagem e cocriação. É um lugar para se fazer “COM” as pessoas, de forma participativa e colaborativa, e não “PARA” as pessoas. Para nosso orgulho, ele foi reconhecido em uma premiação inédita para a Nômade, o 6º Prêmio Bornancini de Design Estratégico.

 

Os diferentes ambientes do LAB, adaptáveis de acordo com a necessidade

 

O outro foi o Diversidade na Rua, um projeto que acompanhamos desde o início. O objetivo dele é identificar soluções junto à comunidade, para crianças e adultos PcDs (pessoas com deficiência). Dessa forma, criamos canais digitais e analógicos para esse pensar coletivo e orientamos uma forma muito original à indústria inovar com as pessoas.

 

O trabalho com a Mercur foi marcante para nós. Entretanto, não existe ápice, não há um máximo para se alcançar. Existe reconstrução. E estamos constantemente nos reconstruindo. Dessa forma, conquistamos novos parceiros que são do tamanho da nossa vontade de crescer: a Ticket Log e a Nike.

 

Nosso primeiro projeto foi há alguns anos atrás com a Ecofrotas, que posteriormente tornou-se Ticket Log. Fizemos uma série de trabalhos juntos e, dessa forma, fomos criando uma confiança mútua. Dessa forma, chegamos no projeto atual, que é especial pela sua profundidade. Estamos próximos de uma série de atores que fazem existir o ecossistema do negócio e diversos líderes para compreender a cultura da empresa e, assim, ser capaz de influenciar na estratégia do negócio.

 

A Nike, por outro lado, está trabalhando com a gente em mais de um projeto. Um que nos orgulhamos muito é o Brazil's Next Generation of Leaders. Ele tem como objetivo a formação de lideranças, tanto no desenvolvimento individual e coletivo, como no desenvolvimento de soluções estratégicas para o negócio.

 

Nossa história não se resume aos projetos aqui comentados. Gostaríamos de nos aprofundar em cada um dos trabalhos produzidos nessa década de existência, pois eles fazem parte da nossa história. A grande reflexão que é esse texto envolve eles. E é refletindo sobre eles que as perguntas do início do texto voltam à mente. É claro para nós que projetos começam e terminam, pessoas vêm e vão, assim como ideias, mas a origem e a essência não podem ser perdidas. A Nômade enfrenta todos os dias o desafio de manter viva a curiosidade e ousadia que geraram seu nascimento.

 

Hoje em dia, temos percepção da maturidade adquirida ao longo dos anos. Temos clareza de onde queremos chegar e como. Planejar, intencionando coisas e, ao mesmo tempo, criando linhas de ação e colocando-as em prática. Consciência, clara e efetiva. Criamos, até mesmo, certa segurança - inclusive para se mostrar vulnerável, para ter a capacidade de reconhecer o que não sabemos e, assim, crescer.

 

São os novos desafios que nunca nos deixam parar. Essa é a nossa visão de mundo para não se tornar uma empresa tradicional e, assim, nos mantermos em constante evolução. Confiamos em nosso potencial e compreendemos ter capacidade para ajudar tantas outras realidades culturais que ainda não nos deparamos. Nascemos para não respeitar fronteiras, somos globais e precisamos estar no mundo.

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