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O ENVOLVIMENTO DAS PESSOAS PARA A PROJEÇÃO DE CENÁRIOS FUTUROS

22 Mar 2018

 

 

O impacto da tecnologia na realidade das organizações vai exigir uma combinação de desapego com invenção. Logo será necessário exercitar a imaginação, e se perguntar: “Como nossa empresa se apropria da nova realidade digital de mundo?”. Não se trata de mero entusiasmo ou de ações eufóricas, que muitas vezes motivam movimentos de aproximação com as novas tecnologias. Quanto melhor elaborado o processo de construção do futuro, maior risco a organização corre de conseguir enxergar as diferentes faces do seu negócio. Criar mecanismos que deslocam esse assunto das prioridades estratégicas será sempre uma escolha de gestão, inclusive enquanto investimento. Independente do setor que atua e do tipo de negócio praticado, haverá a oportunidade de abrir espaço no cotidiano de gestão e adotar uma postura mais investigativa, especulativa e inventiva com relação ao futuro da organização.

 

Infográfico colaborativo para mapear comportamento na loja conceito da Ford NY.

 

 

Os cenários futuros que estou tratando são aqueles relacionados à cultura do design. Levam em consideração levantamento, análise e interpretação de tendências e processamento de volume de dados (big data), para então serem criados os diferentes cenários possíveis. Sem dúvida, é um exercício que exige abstração e criatividade. É uma sensação de total desprendimento com o agora.

 

Envolver-se na criação de cenários futuros deve gerar uma visão mobilizadora para todos que estão vinculados no processo.

 

Podem existir níveis de abstração e exercícios que habilitam diferentes perfis de pessoas a participarem. Participei recentemente enquanto público (usuário final) de uma destas camadas para a Ford. Dentro de um centro comercial na intensa cidade de Nova Iorque, uma loja que convidava para a construção do futuro da empresa. Foi uma experiência interativa que proporcionou um ambiente de colaboração. Através de diferentes formas, a Ford registrou minha percepção e de outras milhares de pessoas que circulavam pelo espaço. O interesse deles era descobrir a percepção de futuro da mobilidade e como a Ford pode ajudar nessa imaginação. Claro que já existe uma série de estudos que apontam o futuro da mobilidade, porém o mais interessante é o sentido de apropriação que a empresa busca. Percebam que isso é absolutamente singular para cada organização. A startup israelense Mobileye possui uma tecnologia de ponta de sensores para carros autônomos. Segundo o seu fundador, ele conseguiu convencer praticamente todas as gigantes automobilísticas a adotarem sua tecnologia pela excelência técnica de aplicação. Deve existir uma corrida nos bastidores de quem lançará primeiro, no entanto a especulação do futuro (cenários) passa ser sob o ponto de vista do uso e aplicação da tecnologia. Como a Ford especula a experiência de uso de um carro autônomo? Que tipo de carro autônomo seria esse? O que mudaria na operação e funcionamento da empresa para dar conta desse desafio? São todas questões que direcionam uma apropriação única da tecnologia.

 

Demonstração de futuro a partir de inputs do usuário

 

 

Enquanto construção estratégica, é possível prever o envolvimento de diferentes níveis de experiência e conhecimento dos colaboradores, para tornar tangível os cenários futuros. Aumenta proporcionalmente a importância da facilitação e do uso adequado de ferramentas que viabilizam tais momentos. Da mesma forma, criar e disponibilizar aberta e publicamente dispositivos que envolvam outros públicos de interesse da organização parece uma abordagem que amplia a construção de cenários design oriented. São diferentes níveis de intensidade e profundidade nos quais podemos construir cenários. Ora envolvendo colaboradores da organização, ora usuários, dentre outros públicos. Para cada processo deve existir um jeito diferente de execução. Compilar todos os inputs em materiais inspiradores representa o momento chave e a entrega tangível do processo. Pensar a sua obsolescência vai exigir bastante, mas uma vez percebido o valor mobilizante para o novo, será compensador o esforço e a dedicação.

 

 

Esse texto foi escrito pelo Aron Krause Litvin e enviado para quem assina o Gulliver, a newsletter da Nômade.

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