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A GERAÇÃO Z E OS NOVOS MODELOS DE NEGÓCIO

13 Jul 2017

Foto: Andrew Worley

 

 

As diferentes gerações não veem o mundo da mesma forma: se a geração Millennial tem pensado cada vez mais no coletivo ao invés do individual, para a Geração Z isso já é essencial. Os nascidos entre a metade da década de 90 até o ano de 2010, os Z, hoje, representam cerca de 30% da população brasileira e, em 2025, representarão 75% da força de trabalho, contribuindo, assim, para a movimentação da economia mundial e tornando-se grande parte da massa consumidora. Além disso, a teoria do consumo diz que o segmento populacional dos 18 aos 24 anos é o que possui maior influência de compra sob as outras idades. Em poucos anos, os Z estarão nesta posição de influência, sendo de extrema importância para uma marca entender o quê e como pensam.

 

A similaridade no comportamento das mesmas gerações ocorre, segundo o pensador alemão Karl Mainheim, em decorrência de viverem em um mesmo local e acompanharem os mesmos eventos históricos. Sendo assim, os Z, nascidos em um mundo com altos índices de desemprego, crises recorrentes e uma sensação apocalíptica provocada pelas mudanças climáticas, possuem maior tendência de serem mais altruístas do que as gerações passadas. Desiludidos com a política tradicional, esperam das marcas (e deles mesmos) a grande força de mudança, deixando de lado as superficialidades para se preocuparem com ações que causem transformações efetivas no sistema atual. Inclusive, um artigo atual afirma:

 

 

"A Geração Z mudará o mundo" - El País

 

 

Uma geração que não viu o mundo sem a internet, sem pensar duas vezes, busca no Google marcas que condizem com seus valores, entendendo que as empresas deverão ser cada vez mais transparentes, compartilhando seus propósitos e suas histórias. "O modelo de negócio centrado no ser humano como ponto de partida tem mais chance de vingar, nesse momento, do que modelos de negócios que o dinheiro está no centro.”, diz Lucas Foster, criador da Project Hub e jurado do The Venture Brasil, projeto que todo ano, desde 2014, investe $1 milhão em startups que estão criando mudanças positivas e um futuro melhor.

 

Foto: Startup LIVRE, finalista brasileira no The Venture (Fonte: Chivas).

 

 

Pode parecer difícil de se inserir neste contexto, por isso, para desmistificar e facilitar a aplicação do (nem tão) novo conceito de inovação social, auxílios surgem de vários lados e de várias formas distintas. Em preparação para seu lançamento, o Projeto FONTE, iniciativa da AMCE e da Nômade, pretende desenvolver startups e pequenos empreendimentos que buscam uma atuação de maior relevância junto às pessoas, mercado e sociedade. Ao invés de investir com capital financeiro, a Fonte formará redes de aprendizagem com empresas que já costumam atuar em projetos de impacto, guiando, assim, esta nova abordagem dos negócios.

 

O crescimento dos negócios com propósito também está  modificando como os modelos de investimentos estão sendo feitos: em estudo patrocinado pela Schwab Foundation, Richard Ruttmann, estrategista do banco Crédit Suisse, afirma que os investidores estão progressivamente rejeitando a noção de que têm de escolher entre investir pelo máximo retorno financeiro.

 

“Cada vez mais investidores vêm agindo no sentido de aplicar os recursos em atividades que gerem impactos social e ambiental tangíveis e, ao mesmo tempo, apresentem retorno financeiro potencial”, afirma Ruttmann.

 

Neste contexto de Capitalismo Consciente, somos o tempo todo bombardeados por negócios que dizem visar mais que o lucro, que desejam a mudança de realidades. Novos negócios vêm surgindo neste sentido e se inserindo cada vez mais no nosso dia a dia, como as Empresas B, com lucros alinhados ao desenvolvimento socioambiental. Além disso, empresas que antes possuíam a tradição de realizar doações, estão substituindo este assistencialismo por ações pensadas sob o conceito de inovação social.

 

Com todas estas mudanças de propósito ocorrendo, somadas à chegada da Geração Z ao topo da pirâmide de influência e de consumo, os negócios estão no tempo ideal para se adaptarem, ressignificando a forma como lidam com o dinheiro. É de se concordar que a busca pelo lucro não mudou, ainda sendo este o objetivo, mas, por vontade das próprias empresas ou adaptação ao público consumidor, o meio para o atingir está se transformando de um jeito ou de outro, sendo vantajoso para todas as partes.

 

 

Esse texto foi escrito pela Gabriela Guelfand e enviado para quem assina o Gulliver, a newsletter da Nômade.

 

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