SER ÁRVORE 

AES SUL  

O desafio inicial

Desenvolver um projeto de compensação ambiental inovador para uma concessionária de energia elétrica.

O resultado

Ser Árvore, projeto de cunho pedagógico que levou para mais de 7 mil crianças experiências sensoriais e aprendizados sobre o meio ambiente.

PROJETO DE COMPENSAÇÃO AMBIENTAL DÁ A 
CRIANÇAS A OPORTUNIDADE DE "SER ÁRVORE"

Em um mundo onde a tecnologia invade as casas cada vez mais cedo, reaproximar as crianças do meio ambiente é necessário. Dar aos pequenos a oportunidade de sentir a vibração da natureza e de entender a importância de preservar faz toda a diferença. Afinal de contas, eles são o futuro do planeta.

 

Com essa ideia em mente, surgiu em 2011 o projeto Ser Árvore. A iniciativa foi resultado de uma provocação ao Estúdio Nômade por parte da AES Sul, que mais tarde seria vendida e passaria a se chamar RGE Sul. Como todas as concessionárias do serviço público de energia elétrica, a empresa precisa trabalhar com compensação ambiental. Estava acostumada a fazer isso com o plantio de mudas, mas queria inovar e pensar em uma solução mais inteligente.

 

Além disso, havia uma questão negativa para se trabalhar. Como muitas vezes os funcionários precisavam fazer podas de árvores para passar fios, a percepção das pessoas da área de concessão da AES Sul era a de que a empresa não se preocupava com o meio ambiente. Com esse problema na mesa, tomou-se a decisão de fazer um projeto voltado para mudar esse entendimento em relação à companhia.

 

Desde o início, o Ser Árvore teve cunho pedagógico, cocriado pela Nômade em conjunto com a equipe da escola Amigos do Verde, de Porto Alegre. A ideia era percorrer escolas estaduais e municipais do estado, promovendo vivências, experiências sensoriais e fazendo uma integração entre imagem, áudio, mente, corpo, emoções e ação.

 

Os encontros nas escolas públicas duravam cerca de duas horas. As vivências eram feitas através de dinâmicas e interações, que conduziam as crianças a se imaginarem como uma semente até se tornarem uma árvore. Cada uma criava seu próprio personagem.

Uma das dinâmicas propostas foi a apresentação de dois personagens: o Grande Mestre e sua fiel assistente Raíza. Eles eram os responsáveis por conduzirem os garotos aos ensinamentos das árvores.

 

Os pequenos também percebiam analogias em relação às próprias vidas. Assim como uma floresta abriga diversas espécies de árvores, as crianças entendiam a necessidade de valorizar as diferenças e enxergavam que a partir da diversidade se consegue construir tanto bosques como sociedades mais fortes. Além disso, da mesma forma que as plantas às vezes precisam ser podadas, os humanos têm que cortar os cabelos, as unhas e tomar banho.

CONTEÚDOS PEDAGÓGICOS

Biodiversidade

Identificação

Funcionalidades

Peculiaridades

Cuidados

Contexto e origens

interconexão e complementaridade

raiz, caule, folhas, frutos e sementes

oxigênio, medicamentos e água

especificidades das espécies e regiões

formas de preservação

plantas primitivas

Toda a experiência era feita com uma linguagem lúdica para que os alunos, que tinham na média entre 8 a 12 anos, conseguissem entender. Com isso, eles passaram a ver que o homem pertence ao ecossistema, e a natureza está no centro de tudo.

 

As crianças ganhavam um kit pedagógico com exercícios. Além disso, ao final, eram convidadas a entrar na plataforma online do projeto. Na primeira versão, encontravam ali uma floresta digital em que podiam plantar virtualmente as árvores, escolher características, dar nome e vê-las crescer.

 

Além da parte pedagógica, a Nômade também foi responsável por desenvolver a identidade visual do projeto e suas diferentes aplicações gráficas. Com base nos atributos definidos, a equipe criou uma marca que dialogasse com o universo das crianças. Traços nessas mesmas cores foram usados para formar o desenho de uma árvore, presente em todos os materiais distribuídos e divulgados nas duas primeiras fases do projeto. Mais tarde, os desenhos da terceira versão ganhariam os mesmos tons, com aplicações específicas sobre o tema da erva mate.

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Material pedagógico de conscientização ambiental para complementar os aprendizados vividos no Jogo de Ser Árvore.

Em 2011, o projeto atingiu 60 escolas e 3523 alunos. Em 2012, na sua segunda versão, que sofreu poucas adaptações, foram 50 colégios e 1500 estudantes. Já entre 2015 e 2016, uma terceira versão do projeto, intitulado Ser Árvore Erva Mate, visitou 31 escolas e 2329 alunos.

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Vivência em escola do

Rio Grande do Sul.

Ser Árvore Erva Mate

O Ser Árvore também vinculado a políticas públicas da Secretaria de Meio Ambiente do Rio Grande do Sul. À medida que as políticas iam evoluindo, o projeto se adaptava. Com a pasta passando a trabalhar elementos simbólicos do estado por regiões, o programa absorveu o tema do centro-oeste, a erva mate, já que atuava naquela região.

 

O projeto então conseguiu aproveitar toda a base pedagógica e sofreu adaptações de conteúdo, passando a se chamar Ser Árvore Erva Mate. Contato com aldeias indígenas guaranis permitiram aos responsáveis pelo projeto entender mais sobre a simbologia por trás do produto. Com isso, novos ensinamentos foram levados às escolas.

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Vivência em escola do

Rio Grande do Sul.

Com essa última versão do projeto, foi possível mapear uma parte da cadeia produtiva da erva mate. O projeto incentivava que as crianças contassem em casa sobre os ensinamentos e convidassem a família a entrar no site para participar do mapeamento. O objetivo era valorizar a cadeia orgânica do produto.

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Material pedagógico do ser Árvore Erva Mate, que contava com atividades práticas para as crianças experimentarem diferentes formas de explorar a erva mate.

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Extensões da Marca

Ser Árvore Erva Mate.

Escolas

127

Nos 4 anos de atuação do Jogo de Ser Árvore foram impactados:

163

Dinâmicas

6.490

Crianças

44

Municípios

Ao mesmo tempo em que conciliava os interesses da empresa e do governo, o Estúdio Nômade conseguiu posicionar a marca em uma plataforma de sustentabilidade e ainda trabalhar na educação expandida com as crianças. Essas, por sua vez, também foram grandes beneficiadas, pois aprenderam e se conectaram ao meio ambiente.

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