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Afinal de contas, o que estamos fazendo?

Publicado por em 21 dez, 2012

Com o objetivo de reconhecer a si próprio, o homem tem a capacidade de se auto-observar, pensar sobre seus atos e avaliar suas ações. Assim, consegue caminhar de forma mais segura e consciente. Da mesma forma, as organizações também podem refletir sobre suas escolhas. A auto-observação é uma atividade difícil e que precisa ser exercitada. Do contrário, corremos o risco de perder o sentido, o propósito que dá valor à vida ou ao negócio.

O Estúdio Nômade completará cinco anos de atividade em 2013. Nesse momento, percebemos a necessidade de reconhecer nossa trajetória e expor ao mundo o que faz sentido pra nós.

Desde o princípio a intenção foi aproximar linguagens artísticas às propostas de comunicação das organizações. Com um entendimento de construção conjunta com a sociedade, tínhamos a certeza de que qualquer organização tem uma necessidade existencial que extrapola seu produto, mas que está profundamente conectada com as pessoas. Dessa forma, a cultura, como expressão manifestada em processos visuais, sensoriais e afetivos (com o uso de ferramentas que criam lógicas criativas de interação crítica e apropriação do entorno), foi uma descoberta fantástica (Isso fez todo o sentido!). Passamos a criar projetos que dialogassem com esse fundamento, colocando a verdade e os valores da instituição em contato com as pessoas que poderiam vibrar junto delas.

Junto com essa descoberta e na evolução dela, começamos a encontrar outras pessoas que também estavam buscando mostrar esse outro mundo para as organizações que ainda viviam “desconectadas do seu sentido”. Para intensificar nossas atividades em rede, desenvolvemos a partir do núcleo independente da Estúdio Nômade alguns projetos autorais que ganharam vida própria: Estante Pública e Exorcismos Urbanos (ambos premiados pela Funarte com bolsas de incentivo à produção em artes visuais e produção crítica para internet, respectivamente).

Cresceu a convicção e a missão do Grupo Nômade. Passamos a realizar projetos para empresas e, ao mesmo tempo, mantivemos nosso braço de criação autoral, também ficou clara:

 

Queremos que todas as organizações, públicas e privadas, encontrem sua própria capacidade para desenvolver novas formas de relacionamento com a sociedade, de forma a criar valor compartilhado para seus produtos/serviços e que essa relação aconteça de maneira inventiva, sendo geradora de autonomia para as pessoas.

 

Uma missão bastante ousada. Mas, quando se sabe claramente o que se quer, é possível encontrar abertura e acolhimento para um trabalho conjunto. Foi o caso da AES Sul que vem desenvolvendo iniciativas de alto valor compartilhado, grande impacto e entrega social. O projeto Ser Árvore é um exemplo disso.

Quando a intenção é verdadeira ela reverbera. Começamos a encontrar pessoas, empreendedores, que tinham projetos e queriam colocá-los, desde seu princípio, orientados de forma a serem congruentes com seus valores.

O desenvolvimento desses projetos e os estudos nessa área de novos negócios impactaram fortemente a maneira como percebíamos o mercado e a sociedade. Agora tínhamos mais referencial para desenvolver projetos que tivessem essas características. Com isso lançamos o terceiro projeto da Nômade Ind: TransvençãoLAB.

Hoje tratado diretamente como TransLAB, o laboratório é uma proposta de espaço aberto para o desenvolvimento de projetos de inovação social para a cidade. Aqui conseguimos experimentar uma série de princípios que orientam processos de cocriação e planejamento de negócios sociais. Esses processos têm como principal objetivo criar um impacto positivo nas relações entre pessoas e a cidade em diferentes áreas como saúde, meio ambiente, mobilidade, educação e cultura. A ideia foi trabalhada e a empreitada foi mais uma vez reconhecida: em 2012 recebemos o primeiro prêmio nacional de Economia Criativa, chancelando todos os esforços feitos em direção à assimilação do conceito de “economia criativa”, base para uma série de atividades que já vínhamos realizando.

O desenvolvimento do laboratório (mediaLab) intensificou o contato da Nômade com outros grupos, que da mesma forma vêm buscando mostrar para o mercado que é necessária outra forma de se relacionar com o público.

Os investimentos em transações conhecidas como público-privadas serão cada vez maiores e precisamos criar novas metodologias para abrir uma conversa transparente, criativa e alegre, sem paralisar o desenvolvimento da cidade, mas respeitando necessidades de inclusão social que beneficiem de forma transversal a comunidade.

Ainda esse ano, viajamos ao sul do estado para desenvolver um novo programa de relacionamento para a marca Estaleiro Rio Grande. Este possui três atividades que são independentes, mas se cruzam.

Seguindo essa intenção, mas agora voltado especialmente ao público interno da organização, desenvolvemos o projeto EU MAIS junto com a Natura, uma proposta de estímulo ao  intra empreendedorismo, voltada  para reflexão prática de como as consultoras natura podem aproveitar seus recursos e habilidades como vendedoras para criar projetos que olham para os problemas sociais como oportunidades desafiadoras.

Estamos vibrando com todas as possibilidades que existem nesse novo paradigma que está sendo desbravado. Acreditamos que a transformação se faz de dentro para a fora, que é fundamental entender, dialogar e estabelecer boas parcerias dentro do sistema e junto com o capital, para poder repensar e propor outros formatos de produção e consumo. Somos parceiros de diversos movimentos e estamos ativos neles, não importa a figura jurídica, importa o propósito. Se faz sentido pra você, então segue em frente. Nós vamos com tudo!

Daniel Caminha

Daniel Caminha

Psicólogo, apaixonado pelas relações humanas. Acredita na inteligência coletiva e confia na arte como dispositivo de transformação.

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